O papa Francisco acolhendo o pedido de renúncia apresentado por dom Mosé João Pontelo, por motivo de idade, nomeou na manhã desta quarta-feira, 19, dom Flavio Giovenale como bispo da diocese de Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre, transferindo-o de Santarém, no Estado do Pará.

Dom Mosé João Pontelo

Dom Mosé

Natural de Sete Lagoas (MG), dom Mosé João Pontelo estudou Filosofia no curso Seminarístico da Congregação do Espírito Santo, em Teresópolis (RJ) e Teologia, em Divinópolis (MG). Foi ordenado bispo coadjutor de Cruzeiro do Sul em 1998, tomando posse na diocese em 2001. Seu lema é “Alegria no Espírito”.

Em sua trajetória sacerdotal exerceu uma série de atividades. Foi pároco na Paróquia Divino Espírito Santo: Divino das Laranjeiras, em Minas Gerais de 1968 a 1971; Vigário Paroquial na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Governador Valadares (MG); Pároco de Nossa Senhora de Lourdes, em Governador Valadares (MG); Pároco de São João Batista, na arquidiocese de São Paulo; Superior Principal, no Distrito Sul do Brasil; Superior Provincial da Província do Brasil da Congregação Espírito Santo, entre outras funções.

Dom Flavio Giovenale

Dom Flávio nasceu na Itália, em Murello, província de Cúneo, em 5 de junho de 1954. Chegou no Brasil em 13 de setembro de 1974, em Belém. Estudou Filosofia em Lorena (SP), nos anos de 1975 a 1976. Também em São Paulo estudou Teologia, no Instituto Teológico Pio XI, de 1978 a 1981. Nos anos 1984 a 1985 esteve em Roma, na Universidade Salesiana, onde recebeu o mestrado em espiritualidade.

Dom Flávio

De volta ao Brasil em 1986, desenvolveu cinco anos de trabalho pastoral em Manaus, no Bairro do Aleixo como Pároco, Diretor das Obras Sociais e Diretor do Seminário.  Foi eleito Conselheiro Administrador da Província Salesiana e Manaus, Encarregado das Obras Sociais e Fundador do Projeto “União pela vida”. Em 1997, o papa João Paulo IIº o nomeou bispo de Abaetetuba, no Pará.

Foi secretário (1999-2003), vice-presidente (2003-2004) e presidente (2004-2007) do regional Norte 2 da CNBB. Antes, trabalhou na Pastoral Vocacional no Pará entre 1982 e 1983. Também exerceu os postos de Reitor do Seminário Menor em Manaus, de 1986 a 1989; Reitor do Seminário Maior em Manaus, de 1990 a 1991; Ecônomo da Província, de 1992 a 1997 e também Procurador Missionário para o Brasil, de 1994 a 1997. Em setembro de 2012 foi nomeado bispo da diocese de Santarém, no Pará.

Saudação

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação ao novo bispo de Cruzeiro do Sul, dom Flavio Giovenale. Confira, abaixo, o texto na íntegra:

Saudação da CNBB a dom Flavio Giovenale

Brasília, 19 de setembro de 2018

Prezado Irmão, dom Flavio Giovenale.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se alegra com sua nomeação para Cruzeiro do Sul (AC) publicada nesta quarta-feira, 19 de setembro. Agradecemos ao Papa Francisco que provê pastores para nossas Igrejas Particulares.

Sua contribuição para com a Igreja no Brasil é imensa. Queremos destacar, especialmente, o seu trabalho solícito feito pela Conferência e pelos organismos a ela conexos. Apreciamos sua atuação no regional Norte 2 e sua dedicação, durante vários, à Caritas Brasileira.

Saudamos sua transferência, Irmão evangelizador, com as palavras do Santo Padre: “Evangelizadores com espírito quer dizer evangelizadores que se abrem sem medo à ação do Espírito Santo. No Pentecostes, o Espírito faz os Apóstolos saírem de si mesmos e transforma-os em anunciadores das maravilhas de Deus, que cada um começa a entender na própria língua. Além disso, o Espírito Santo infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia (parresia), em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo contra-corrente. Invoquemo-Lo hoje, bem apoiados na oração, sem a qual toda a ação corre o risco de ficar vã e o anúncio, no fim de contas, carece de alma. Jesus quer evangelizadores que anunciem a Boa Nova, não só com palavras mas sobretudo com uma vida transfigurada pela presença de Deus” (EG, 259).

Acolhemos a continuidade do seu ministério, rezamos pela sua caminhada. Desejamos uma vida cheia de frutos do Reino.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
 

Dom Leonardo Steiner
Bispo auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Nota de agradecimento

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também enviou nota de agradecimento a dom Mosé João Pontelo. O texto é assinado pelo presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha e pelo secretário-geral, dom Leonardo Steiner. Confira, abaixo, na íntegra:

Nota de agradecimento a dom Mosé João Pontelo

Brasília, 19 de setembro de 2018

Prezado Irmão, dom Mosé João Pontelo.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu, nesta quarta-feira, 19 de setembro, a notícia dada pela Nunciatura Apostólica de que o Papa Francisco aceitou o seu pedido de renúncia ao governo pastoral da Diocese de Cruzeiro do Sul (AC). Agradecemos a sua dedicação e o seu trabalho desde 3 de janeiro de 2001 quando tomou posse na Diocese e passou a servir às comunidades dessa porção do Povo de Deus no Vale do Juruá.

Seu ministério é reconhecidamente importante na história dessa região do Acre. Considerando a palavra daqueles que conhecem de perto essa realidade, encontramos testemunhos que nos mostram que o senhor tem atuado em favor da educação dos jovens e, particularmente, pela solidariedade humana nas comunidades mais carentes e abandonadas da região. Seu trabalho tem sido, desse modo, um itinerário marcado pela entrega a Jesus Cristo e ao seu Evangelho de Amor e Justiça.

Marcamos o final do cumprimento de sua missão como bispo diocesano recorrendo a uma palavra do Papa Francisco dirigida aos bispos, inclusive os eméritos, de Moçambique, em maio de 2015: “Exprimo-vos a minha gratidão pelo generoso trabalho pastoral que levais a cabo nas vossas comunidades diocesanas e asseguro-vos a minha constante união e solidariedade espiritual”.

Desejamos que sua vida continue abençoada e a emeritude conserve o senhor sempre animado nas coisas do Reino. Receba o nosso abraço fraterno.

Em Cristo,

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Leonardo Steiner
Bispo auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Debate de Aparecida: bispos farão perguntas a candidatos a Presidência da República

A corrida eleitoral segue a todo vapor e os candidatos a deputados estaduais, federais, governadores e a presidência estão se esforçando para mostrar aos eleitores suas propostas. No próximo dia 20 de setembro, a partir das 21h30, será a vez dos candidatos à Presidência da República apresentarem suas propostas para o país no Debate de Aparecida, promovido pela CNBB em parceria com o Santuário Nacional de Aparecida.

Promovido pela CNBB e com mediação da jornalista Joyce Ribeiro, o evento contará com a transmissão em rede das emissoras de TV e rádio de inspiração católica, além de portais na internet, ressalta o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

“Nós teremos a oportunidade de ouvir de nossos candidatos as suas propostas e projetos. É uma oportunidade de a Igreja mostrar seu interesse pela política. E, nós como Igreja, dizermos que temos necessidade de termos bons políticos, bons candidatos e candidatas”.

Secretário-Geral da CNBB, dom Leonardo Steiner

O secretário-geral lamenta não haver a oportunidade de debater com os candidatos ao Senado, a Câmara Federal, as estaduais e os governadores. Mas, acredita que já é um grande passo a realização deste debate que é uma chance de os candidatos poderem expor aos brasileiros e brasileiras os seus projetos e ideias.

“Vivemos um momento muito difícil. O país atravessa quase na beira do abismo no sentido ético e econômico e, por isto, queremos dar esta contribuição. E será uma boa contribuição com a ajuda das TVs e rádios católicas”, diz dom Leonardo.

Quanto ao formato, o Debate tem a previsão de duas horas de duração, divididas em cinco blocos. Algumas perguntas apresentadas aos políticos serão feitas por sorteio, outras feitas por bispos da CNBB e jornalistas previamente inscritos. Também estão previstas perguntas entre os próprios candidatos. Réplicas e tréplicas serão permitidas em alguns momentos.

Segundo dom Leonardo, foi debatido no Conselho Episcopal de Pastoral as realidades que poderiam ser abordadas com os candidatos e estas realidades foram transformadas em perguntas que serão levadas por bispos aos candidatos.

“Queremos dar esta contribuição como bispos para que a sociedade se sinta representada. Não abordaremos apenas temas ou realidades que dizem respeito à Igreja. Dizem respeito a ela porque ela tenta anunciar o Reino de Deus, isto é a transformação da sociedade numa sociedade justa, fraterna, equânime, solidária. Portanto, uma sociedade onde todos tenham a chance e onde todos sejam integrados”, finaliza.

O Debate de Aparecida

A previsão de duração é de duas horas, divididas em cinco blocos.  No primeiro, a mediadora fará a abertura, discorrendo sobre as emissoras que estão transmitindo. Em seguida, vai citar os nomes dos candidatos que estão presentes e os que não compareceram ao encontro. Na sequência, o GC (Gerador de Caracteres) cita os nomes dos outros candidatos sem representação na Câmara dos Deputados e que não participarão do debate. A primeira pergunta – destinada a todos os candidatos, que terão 2 minutos – será feita por um (arce)bispo designado pela presidência da CNBB.

No segundo bloco, será aberta a possibilidade de confronto direto entre os candidatos, com tema livre. O mediador vai sortear o candidato que irá perguntar e o outro que responderá. A pergunta deverá ser feita em até 30 segundos, com resposta em 2 minutos, réplica em 1 minuto e meio e tréplica em 1 minuto.

No terceiro bloco, as perguntas serão feitas por jornalistas das emissoras filiadas à Signis Brasil. Os temas serão definidos previamente e as perguntas pré-definidas pela organização do debate. Será feito um sorteio na hora para definir qual candidato irá responder, no tempo máximo de dois minutos.

No quarto bloco, será aberta a possibilidade de confronto direto entre os candidatos, com tema livre. O mediador fará o sorteio do candidato que irá perguntar e de outro para responder. A pergunta deverá ser feita em até 30 segundos, com resposta em dois minutos, réplica em 1 minuto 30 segundos e tréplica em 1 minuto.

No quinto e último bloco as perguntas, com tema livre, serão feitas por bispos indicados pela CNBB, sendo um bispo para cada candidato. O mediador vai sortear na hora o candidato que irá responder. A pergunta será feita em até 30 segundos e as respostas em 2 minutos. Neste bloco também serão feitas as considerações finais de cada candidato, sendo que cada um terá 1 minuto.

Rádio Educadora

A Rádio Educadora foi inaugurada em 18 de novembro de 1964. Na época foi um fato inédito em Rondônia. Pois era a 2ª rádio que surgia em todo o estado. A primeira foi a Rádio Caiari da Arquidiocese de Porto Velho.

Quais são os fundadores desta emissora? Primeiro, um sacerdote médico, Padre alemão Ferdinando Alexandre Bendoraitis. Depois Dom Francisco Xavier Rey. Com saudosa memória, primeiro bispo de Guajará-Mirim; Dom Luiz Gomes de Arruda mais conhecido como Dom Roberto, Frei José Vieira de Lima, do Mato Grosso e Frei Luís dos Reis Pacheco. Estes foram os fundadores e diretores da rádio. Não podemos deixar de mencionar o nosso saudoso bispo Dom Geraldo Verdier, que foi um batalhador incansável para que a rádio educadora continuasse crescendo firme e forte. Quando ele assumiu a prelazia em 08 de dezembro de 1978, já tinham saído de Guajará-Mirim o Pe. José Vieira de Lima e o Pe. Luiz dos Reis Pacheco. Ele assumiu e administrou bem a rádio durante 3 anos. Depois Dom Geraldo encontrou um padre palotino gaúcho, para dirigir nossa rádio e salvá-la das dificuldades. Era o saudoso Padre Isidoro José Moro que, com raça, coragem, porém, com bastantes dificuldades, assumiu a direção de nossa emissora.

A rádio educadora faz parte de uma rede de mais de 173 emissoras católicas espalhadas por este imenso brasil. Aqui foram formados muitos radialistas. O radialista mais novo a ingressar na grade da emissora foi o jovem Wilson Charles. Aos 13 anos de idade, foi enviado por Padre Bendoraïtis para fazer um curso de rádio e televisão em Manaus. Portanto, ele foi o formador dos locutores e ensinou muita gente da rádio. Hoje, o radialista Wilson Charles goza de sua merecida aposentadoria depois de mais 35 anos de serviço prestado a rádio educadora. E a nível nacional, ele ficou mais conhecido como “Wilson Charles do Brasil”.

Desde o dia 8 de dezembro de 2011, o bispo Dom Benedito Araújo assumiu a responsabilidade da rádio educadora AM 1260, no qual nomeou Alberto Kloster como diretor administrativo. Desde a direção do Padre Isidoro José Moro já existia o projeto de migração para frequência modulada ‘FM’ na qual foram feitas várias tentativas junto ao ministério das comunicações, porém, sem sucesso.

Houve um grande avanço com o senhor Alberto Kloster, porém o mesmo foi transferido para a cidade de Cerejeiras, assumindo assim a direção da rádio em seu lugar o Diácono Permanente Francisco Alves dando continuidade ás várias tratativas junto ao Ministério das Comunicações.

Finalmente em março de 2018 foi enviado para nossa emissora o tão sonhado boleto de migração de ‘AM’ para ‘FM’ com a frequência 88.7.

No dia 04 de abril do corrente ano o Revmo. Sr. Padre Willian Lino Orcesi na condição de Vice-Presidente da emissora assinou junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia Inovações e Comunicações o termo aditivo ao contrato de concessão celebrado entre a União e a Fundação Dom Rey.

No mês de maio iniciamos a aquisição dos equipamentos necessários para o funcionamento da mesma. E no dia 11 de julho deu-se inicio a montagem da antena e dos transmissores, onde no dia 14 de julho por volta das 20:00 horas nossa tão sonhada frequência modulada em caráter experimental finalmente pode ser sintonizada por nossos rádios ouvintes.

No dia 16 de julho a ANATEL diante do Ato № 5271 nos concedeu a Outorga autorizando o uso de rádio frequência 88.7, sendo publicado o referido ato no D.O. U de 03 de agosto do corrente ano.

Inicio da Celebração de inauguração

Hoje 08 de setembro de 2018, celebramos oficialmente a migração de AM para FM, louvando a Deus e à Nossa Senhora do Seringueiro rogando que nos abençoe cada vez mais pois a messe é grande.

Nossa gratidão aos parceiros/as que contribuíram com a realização deste projeto: À Lettre d’Amazonie, Arquidiocese de Maringá e tantas pessoas de boa vontade.

Que a missão da Rádio Educadora FM 88.7 esteja plenamente a serviço da vida.

 

Diác. Francisco Alves

Diretor Administrativo

 

Museu Nacional: descaso com patrimônio público e falta de políticas preventivas

O incêndio de grandes proporções que destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro, traz à tona a realidade da conservação e preservação do patrimônio histórico e cultural do Brasil. A falta de investimento do poder público em manutenção e conservação desses espaços só multiplicou o risco da destruição da história do país que já havia sendo denunciada há tempos.

Dom Roberto Ferrería Paz. Foto: Matheus de Souza/CNBB

“Como bispo pertencente a Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nos sentimos profundamente atingidos pois é destruída parte de nossa memória, inclusive eclesiástica, prejudicando seriamente a pesquisa antropológica e a própria identidade nacional”, destaca o bispo de Campos (RJ) e membro da Comissão, dom Roberto Ferrería Paz.

A instituição que havia completado 200 anos em junho deste ano, guardava um acervo de 20 milhões de itens. Entre eles, o fóssil humano mais antigo já encontrado no país, batizada de “Luzia”. Além de múmias, registros históricos e obras de arte que viraram cinzas.

Dom Roberto Ferrería Paz ressalta ainda que: “esta verdadeira tragédia fala do descaso do patrimônio público e da falta de políticas preventivas dos bens culturais, patrimônio da humanidade inteira de valores inestimáveis”.

Fachada do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/ Roberto da Silva/Museu Nacional

O Museu Nacional criado por D. João VI em 1818 e já foi residência de um rei e dois imperadores. Desde 1946, é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro. A instituição que tem um perfil acadêmico e científico sofria com falta de reformas e enfrentava problemas de orçamento.

Para Dom Roberto, neste ano eleitoral é necessário não esquecer esta agenda cultural na escolha de candidatos que zelem pelo bem comum e protejam o que pertence ao nosso povo.

“Este incidente revela a necessidade de projetos culturais abrangentes que não só preservem o legado e memorial, mas sensibilizem a população e promovam uma educação de valorização e reflexão sobre a missão de defender o patrimônio histórico e cultural como um direito intergeracional para o crescimento de todas as pessoas”.

Como o Museu Nacional é uma instituição Federal, a Delegacia de Repressão a Crimes de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal, que vai apurar se o incêndio foi criminoso ou não.

Jornalista Joyce Ribeiro mediará o debate promovido pela CNBB

A mediação do Debate de Aparecida, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), será por conta da jornalista Joyce Ribeiro. Escolhida pela TV Aparecida, responsável por organizar o evento com a participação dos candidatos à Presidência da República, a profissional conta que havia estabelecido como meta para este ano participar de forma mais ativa do debate político no Brasil.

“Eu fiquei muito feliz com o convite para mediar o debate. Essa era uma oportunidade que eu buscava para este ano, que é um ano muito importante para o Brasil, para os brasileiros, num momento que a gente precisa tomar decisões que vão pontuar e direcionar nossa caminhada daqui para frente em todos os aspectos”, afirma Joyce.

Segundo a jornalista – que já atuou em emissoras como Record e SBT e hoje é âncora no Jornal da Cultura, da TV Cultura – ao acompanhar o cenário político, percebeu a vontade de participar mais efetivamente da discussão, o que a motivou para aceitar o convite da TV Aparecida: “Estou realizando uma vontade grande minha para este ano de 2018 e tenho certeza que vai ser uma oportunidade incrível para todos nós brasileiros que estamos nesse momento de colher o máximo de informação sobre aqueles que se dizem aptos a nos ajudar a trilhar os caminhos do Brasil”.

Sobre a preparação, Joyce Ribeiro ressalta o trabalho de pesquisa sobre as questões políticas e afirma que está dentro de seus estudos diários para a cobertura da editoria política. “Acaba ficando muito dentro da minha rotina dos últimos meses e desse último ano de forma mais intensa, mais profunda, porque a cobertura do noticiário político é um estudo constante, uma pesquisa constante, um ir atrás de informações diariamente, sistematicamente”, relata.

“O que fiz com mais intensidade foi observar mais no detalhe a movimentação de cada segmento político, de cada partido e de cada candidato. Tenho o trabalho de reunir todas essas informações e de estar mais em cima do passo a passo e das movimentações de todos os grupos”, conta.

O Debate de Aparecida 
Promovido pela CNBB, o evento contará com a transmissão das emissoras de TV e rádio de inspiração católica, além de portais na internet. Quanto ao formato, terá perguntas apresentadas aos políticos por sorteio, outras feitas por bispos da CNBB e jornalistas previamente inscritos. Também estão previstas perguntas entre os próprios candidatos. Réplicas e tréplicas serão permitidas em alguns momentos. A previsão de duração é de duas horas, divididas em cinco blocos.

No primeiro, a mediadora fará a abertura, discorrendo sobre as emissoras que estão transmitindo. Em seguida, vai citar os nomes dos candidatos que estão presentes e os que não compareceram ao encontro. Na sequência, o GC (Gerador de Caracteres) cita os nomes dos outros candidatos sem representação na Câmara dos Deputados e que não participarão do debate. A primeira pergunta – destinada a todos os candidatos, que terão 2 minutos – será feita por um (arce)bispo designado pela presidência da CNBB.

No segundo bloco, será aberta a possibilidade de confronto direto entre os candidatos, com tema livre. O mediador vai sortear o candidato que irá perguntar e o outro que responderá. A pergunta deverá ser feita em até 30 segundos, com resposta em 2 minutos, réplica em 1 minuto e meio e tréplica em 1 minuto.

No terceiro bloco, as perguntas serão feitas por jornalistas das emissoras filiadas à Signis Brasil. Os temas serão definidos previamente e as perguntas pré-definidas pela organização do debate. Será feito um sorteio na hora para definir qual candidato irá responder, no tempo máximo de dois minutos.

No quarto bloco, será aberta a possibilidade de confronto direto entre os candidatos, com tema livre. O mediador fará o sorteio do candidato que irá perguntar e de outro para responder. A pergunta deverá ser feita em até 30 segundos, com resposta em dois minutos, réplica em 1 minuto 30 segundos e tréplica em 1 minuto.

No quinto e último bloco as perguntas, com tema livre, serão feitas por bispos indicados pela CNBB, sendo um bispo para cada candidato. O mediador vai sortear na hora o candidato que irá responder. A pergunta será feita em até 30 segundos e as respostas em 2 minutos. Neste bloco também serão feitas as considerações finais de cada candidato, sendo que cada um terá 1 minuto.

Credenciamento de Imprensa 
Os jornalistas que desejarem fazer a cobertura do debate deverão proceder com o credenciamento junto ao Santuário Nacional de Aparecida.

Foto de capa: Juan Ribeiro/Divulgação TV Aparecida

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