Sínodo Amazônico é semente plantada pelo Papa

O Sínodo não para agora no dia 27, mas ele deve continuar no nosso cotidiano  (Vatican Media)


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O professor Luciano de Moura Machado é coordenador da Comissão Socioambiental da Diocese de São José dos Campos, em São Paulo, e falou dos frutos pós-sinodais.
 

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O Sínodo não para agora no dia 27, mas ele deve continuar no nosso cotidiano: esta é a análise do professor Luciano de Moura Machado, coordenador da Comissão Socioambiental da Diocese de São José dos Campos, em São Paulo.

O professor esteve em Roma por motivos acadêmicos e participou de um evento paralelo ao Sínodo. Em entrevista à Radio Vaticano/Vatican News, falou dos frutos pós-sinodais:

“ Eu vejo o Sínodo como semente: ela está sendo plantada pelo Papa Francisco e cabe agora a nós percebermos qual o solo que vai receber esta semente. É um solo fértil ou um solo arenoso? Como está o solo das nossas dioceses? É importante a gente entender que o Sínodo não para agora no dia 27, mas ele deve continuar no nosso cotidiano, nos trabalhos pastorais, para sejam atos de cuidado da casa comum, não só quanto à natureza, mas também dos aspectos sociais, que são testemunho da nossa fé. ”

Luciano de Moura Machado comentou ainda a Conferência convocada pelo Papa Francisco em 2020 para um novo pacto educativo global. Para o professor, a Encíclica Laudato Si é o pilar central nas questões ligadas à educação.

Trata-se de elaborar uma educação sem fronteiras entre os conhecimentos: “é um novo paradigma”, afirma. O modelo de ensino atual ainda é cartesiano, explica Luciano, dividido em barreiras delimitadas. “A ecologia integral percebe o diálogo entre todas as disciplinas, assim como funciona a natureza.” Portanto, é necessário criar um novo paradigma de aprendizado para que a escola seja espaço para aprender a cuidar do outro.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt.html