REUNIÃO DA EQUIPE ARTICULADORA DA CATEQUESE NA DIOCESE DE GUAJARÁ-MIRIM

Da esquerda para a Direita, sentados: Pe. Francisco Trilha, pároco de Seringueiras, Hingry coordenadora da região sede, Irmã Daiane, agente que acompanha a catequese em Costa Marques, Maria Cristina, coordenadora diocesana da catequese, Ir. Cleide de São Domingos, Pe. Edmilson coordenador diocesano de Pastorais, Ir. Luciana, assessora da catequese na região centro, Ir. Fernanda, assessora da catequese na região sede. Em pé: Francisco, vice coordenador da catequese Diocesana, Pe. Willian, assessor diocesano da catequese; Ir. Rosangela assessora e  Maria José, coordenadora, ambas da região Sul, Pe. Jean, pároco de São Domingos e Ir. Aparecida, agente que acompanha a catequese em São Domingos.

Quando se fala de Evangelização, a Igreja hoje nos propõe a olhar nossa história, lá no primórdio do Cristianismo, com os Apóstolos e os Santos Padres dos séculos II ao V, e descobrir que tivemos um processo de Iniciação Cristã, chamado CATECUMENATO, em que consistia num processo gradual e organizado de catequese para tornar as pessoas: judeus, pagãos, gentios... discípulas de Jesus Cristo.

Inspirando neste processo catecumenal, a Igreja vem desenhando rosto e jeito novo de evangelizar. E a catequese, que está a serviço desta nova Evangelização vem vislumbrando novos horizontes, tendo como prioridade, que catequizandos, sejam eles jovens ou adultos, iniciem um ITINERÁRIO de FÉ, onde o fim não é o Sacramento, mas, que se tornem discípulos de Jesus e não “adeptos” de práticas religiosas.

Neste novo jeito de catequese, inverte-se a lógica daquilo que perdurou na Igreja desde o século VIII, ou seja, onde se fazia catequese apenas com intuito de receber os Sacramentos. Agora, com as mudanças, a proposta é fazer um itinerário sem pressa, onde quem deseja iniciar na vida cristã, seja catequizando, catecúmenos, pais, padrinhos deve saber e também ter o desejo sincero de iniciar um itinerário/caminho de fé, que pode durar de um a três anos, aceitando o que a Igreja propõe, e assim compreender que os sacramentos não é “o fim”, um diploma, prêmio... Mas, uma conseqüência natural durante o percurso deste caminho.

Como catequese, onde somos responsáveis pela Iniciação cristã aos Sacramentos, estamos certos de que não dá mais para sermos uma Igreja “sacramentalista”, ou seja, de “dar” sacramento sem que haja uma sincera conversão e adesão ao Evangelho e ao seguimento de Jesus e à vida de comunidade.

Muitos estão se perguntando, mas pra que isso? Pra que mudar? Sempre foi assim! Os tempos mudaram, o mundo está cada vez mais descristianizado. A Igreja, pela ação do Espírito Santo, sabe ler os sinais dos tempos e já percebeu que diante de uma sociedade marcada pela grande pluralidade religiosa, onde muitos oferecem “seu produto” com apelos de marketing, sentimentalismo e promessas de cura e prosperidade, em que a religião acaba instrumentalizada e manipulada, imprescindível mudar os rumos da evangelização, a fim de que aconteça um itinerário de Iniciação à Vida Cristã que eduque e conduza para uma experiência mística e pessoal de Jesus Cristo. Sem uma fé madura em Cristo, qualquer ventinho nos derruba.

Assim serão os novos rumos da catequese. Uma catequese sustentada por dois pilares: uma catequese como instrução, educação da fé (Evangelhos, Catecismo, Magistério da Igreja, Bíblia) e uma catequese mais litúrgica (introduzindo o catequizando nos ritos, símbolos, celebrações e naturalmente aos Sacramentos).

E foi por este motivo que a Diocese CONVOCOU a Equipe Articuladora Diocesana da Catequese, a fim de organizar e definir os passos para iniciar nas paróquias e comunidades o processo da Iniciação à Vida Cristã. Estivemos reunidos na Paróquia Cristo Rei, em Seringueiras, nos dias 27 e 28 de julho, estudando e organizando o plano de ação para o período de 2019/2021. Que depois de ser revisado por nosso Bispo, seguiremos os passos planejados, onde inicialmente levaremos a proposta às Paróquias, sugerindo um itinerário “piloto” para crianças, jovens e adultos, bem como itinerário de formações dos catequistas.

Estamos cientes de que há muitos paradigmas a serem rompidos, mas é na doçura do Espírito Santo que vamos, devagar, mas sem pausa.

São Miguel do Guaporé, 31 de julho 2019.

Maria Cristina B. Chaves

coordenadora Diocesana da Catequese