Protagonismo de leigos e missionariedade de religiosos são marcas do Regional Noroeste

Fruto de uma subdivisão do Regional Norte I, o Regional Noroeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – antigo Norte I B -, se constituiu, num primeiro momento, a partir de uma decisão que se deu na Assembleia do Regional Norte I, em Manaus (AM), no ano de 2000. Esta decisão foi referendada na 39ª Assembleia Geral da CNBB, em Itaici (SP), em 19 de julho de 2001.

A grande marca da Igreja nesta realidade é o volume de lideranças leigas que testemunham a força do Evangelho na luta pela vida e a missionariedade de religiosos e religiosas comprometidos com um apostolado centrado nas exigências da Igreja local.

O primeiro presidente do Regional Noroeste foi dom José Maria Pinheiro e o vice-presidente, dom Jesus Moraza. Assumiu como primeira secretária-executiva a irmã Benedita Domingos Nogueira. Até então, o regional já teve 5 presidentes. Atualmente é presidido pelo bispo de Ji-Paraná (RO), dom Bruno Pedron. O bispo de Rio Branco (AC) exerce a vice-presidência. Dom Benedito Araújo, bispo de Gujará-Mirim (RO) assumiu a função de secretário-executivo.

O Regional Noroeste engloba geograficamente os estados de Rondônia, Acre e sul do Amazonas. Neste território, estão presentes a arquidiocese de Porto Velho (RO), dioceses de Guajará-Mirim, Humaitá, Ji-Paraná, Cruzeira do Sul, Rio Branco e a prelazia de Lábrea.

Urgências da ação evangelizadora
Cinco urgências são assumidas pela Igreja do Brasil nesta realidade particular a partir das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. São elas: a) Igreja em estado permanente de missão; b) Igreja: casa da iniciação à vida cristã; c) Igreja: lugar de animação bíblica; d) Igreja: comunidades de comunidades; e) Igreja: a serviço da vida plena para todos.

O bispo de Guajará-Mirim (RO), dom Benedito Araújo, secretário do Regional, avalia que é notório os esforços para vivenciar as orientações da Assembleia Regional de Pastoral e das assembleias Diocesanas que encampam essas urgências pastorais.

Invasões de terras indígenas já demarcadas por madeireiros, garimpeiros e grileiros são um problema recorrente na região, sobretudo em Rondônia e sul do Amazonas, o que faz com o que o Regional se posicione permanentemente cobrando providências do Estado brasileiro.

Para o religioso, os principais desafios para atuação enquanto Igreja no Regional são os impactos ambientais, causados pelo agronegócio, mineração, barragens e outros e as Políticas públicas, insuficientes para atender as demandas na área da saúde, educação e social.

O bispo disse que as cidades da região são canteiros de obras mal acabadas e mal feitas e que o trabalho escravo, o tráfico e as drogas, bem como os conflitos e violências decorrentes do desrespeito às conquistas e direitos adquiridos pelos povos tradicionais também são problemas recorrentes desta realidade.

O Regional lançou recentemente seu Anuário Geral 2017 no qual constam o seu histórico de criação, como está organizado, calendário de atividades, bem como os contatos do regional, dioceses, animadores de pastoral, organismos e movimentos. O material foi organizado na reunião do Conselho Episcopal Regional (Conser), realizada em setembro de 2016.

Uma de suas novidades, conforme o presidente do Regional, dom Bruno Pedron, está nas informações que oferece para o bom funcionamento do Secretariado Regional, como agendamento e cuidado na utilização dos equipamentos, bem como as orientações para utilização e prestação de contas.

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