Refugiados: Papa alerta para «maior tragédia» humana desde a segunda guerra mundial

Agência Ecclesia 22 de Março de 2017, às 15:56 Foto: Eric Gaillard, Reuters/Contrasto - Um refugiado em protesto junto à fronteira de Itália, em Ventimiglia
Foto: Eric Gaillard, Reuters/Contrasto - Um refugiado em protesto junto à fronteira de Itália, em Ventimiglia
Tema das migrações vai ser alvo de um seminário em Roma organizado pela Federação Internacional das Universidades Católicas

Roma, 22 mar 2017 (Ecclesia) – A Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC) vai promover esta sexta-feira em Roma um seminário sobre a atual crise de migrantes e refugiados.

A migrant shouts a slogan as he wears a Tee Shirt with the message, "Open The Way" as he stands on the seawall at the Saint Ludovic border crossing on the Mediterranean Sea between Vintimille, Italy and Menton, France, June 14, 2015. On Saturday, some 200 migrants, principally from Eritrea and Sudan who attempted to cross the border, were blocked by Italian police and French gendarmes. REUTERS/Eric Gaillard - RTX1GG1X

De acordo com um comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, a iniciativa vai decorrer na Universidade Gregoriana, na capital italiana, com o contributo de “vários peritos académicos, políticos e representantes de organizações não-governamentais” ligadas ao desenvolvimento.

Durante a audiência pública desta quarta-feira com os peregrinos, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco abordou a questão dos refugiados e migrantes, considerando-a um dos maiores desafios deste tempo.

“Não esqueçamos que este problema é a maior tragédia depois da Segunda Guerra Mundial”, apontou o Papa argentino.

A FIUC destaca o “empenho” que a Santa Sé e o Papa têm tido, no sentido de dar “voz” a uma realidade que afeta já “65 milhões de pessoas no mundo”.

Isto quando há cerca de 10 anos o número de deslocados não chegava aos 20 milhões (19,4 milhões de refugiados em 2005).

“As estatísticas triplicaram”, graças também ao crescimento dos “conflitos” no mundo, o que “realça a urgência desta situação e coloca a crise migratória e o respeito pelos direitos humanos no centro dos desafios deste século XXI”, realça aquele organismo.

Com o referido seminário, intitulado ‘Migrantes e Refugiados’, a FIUC quer lançar as bases de um debate mais “alargado” que terá lugar entre os dias 1 e 4 de novembro também em Roma, e consolidar uma “rede de pesquisa e ação” neste campo.

A conferência internacional de novembro vai abordar não só a situação dos ‘refugiados e migrantes no mundo globalizado’ mas também ‘o papel e a responsabilidade das universidades’.

Para já, a FIUC realça que “o mundo académico está cada vez mais mobilizado” para este desafio, com “várias universidades a proporem soluções” para diferentes âmbitos, como “o acolhimento, a assistência legal e a formação dos refugiados nos campos”, passando por alternativas de estudo relacionadas com o fenómeno.

A causa dos migrantes e refugiados une também “muitos outros atores, desde organizações internacionais e instituições estatais, a organizações não-governamentais” e a FIUC espera recolher bons “frutos” para uma intervenção mais eficaz nesta crise de migrantes e refugiados.

JCP


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