A Cáritas Brasileira promove a Semana da Solidariedade, que se conclui com a celebração da Jornada Mundial dos Pobres convocada pelo Papa Francisco.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Em comunhão com o Papa Francisco, a Cáritas Brasileira está promovendo a II Jornada Mundial dos Pobres em todo o território nacional.

O tema escolhido este ano pelo papa Francisco para a II Jornada Mundial dos Pobres (JMP) foi inspirado no Salmo 34: “Este pobre grita e o Senhor o escuta” (Sl 34,7).

“As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos que estamos habituados a designar com o termo genérico de ‘pobres’”, lê-se na mensagem do Pontífice na mensagem divulgada para a ocasião.

Com o Papa Francisco, a Cáritas convida todas as pessoas, grupos, comunidades, instituições e pessoas de boa vontade para que participem da Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade organizando momentos de encontros fraternos, celebrações ou mobilizações públicas entre os dias 11 e 18 de novembro de 2018.

A meta é a inclusão social

Em declaração ao Vatican News-Rádio Vaticano, o presidente da Cáritas Brasileira, Dom João José Costa, arcebispo de Aracaju (SE), afirma que, sem dúvida, é preciso escutar o grito de tantas pessoas que estão vivendo à margem da sociedade.

“ Que o Senhor nos dê um ouvido atento. Escutando este grito, que possamos responder conforme diz o salmista, que a nossa resposta concreta seja com gestos de solidariedade, de abraçar esta causa para a inclusão social. ”

Dom João exorta os brasileiros a serem os braços de Deus para abraçar os que estão à margem da sociedade, passando fome e necessidade e que cada um procure fazer alguma coisa, celebrando com intensidade esta Jornada. “A meta principal é ver uma sociedade justa, fraterna e solidária, onde não haja um só pedinte no nosso Brasil.”

13 novembro 2018, 10:10
Fonte: www.vaticannews.va

Em reunião dos secretários executivos dos 18 regionais da CNBB, cardeal partilha o processo do Sínodo 2018. Foto: Willian Bonfim/CNBB

Já no Brasil após um intenso mês em Roma onde esteve de 03 a 28/10 como relator geral da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos deste ano, cujo tema foi: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, falou sobre o que significou este momento para ele e para a Igreja no mundo.

A postura fundamental da Igreja com os jovens após o Sínodo 2018, segundo o cardeal, está na passagem dos discípulos de Emaús, texto bíblico que inspirou a estruturação do documento final. “Com a passagem de Emaús, somos chamados a reconhecer que Jesus caminha com os jovens, está presente no meio deles, em meio a tantos desafios”, afirma.

O documento final com três partes, 12 capítulos, 167 parágrafos, 60 páginas já foi entregue e aprovado pelo papa Francisco e aguarda tradução para o português. “Apesar da responsabilidade do relator geral, a elaboração do documento final do Sínodo é uma tarefa coletiva”, explica o religioso. Nesta missão, o cardeal contou com o trabalho de dois secretários especiais, o padre Giacomo Costa e o padre Rossano Sala, de uma Comissão de Redação, eleita no início da Assembleia, e de com um grupo grande de peritos das diversas áreas.

Para o cardeal Sergio, cumprir a missão confiada a ele pelo papa Francisco de relator geral do Sínodo 2018 foi uma graça muito grande e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de aprender a partir da escuta, acolhida e discernimento frente a tantas questões, reflexões e propostas apresentadas no Sínodo pelos participantes dos cinco continentes. “Foi bom demais estar ainda mais perto do Papa Francisco, conviver com os bispos, padres, religiosos e leigos, representantes da Igreja no mundo inteiro e, desta vez, especialmente com os jovens”, disse.

Documento final e desafios – A primeira parte do documento final tem como título: “Caminhava com eles”. O cardeal reforça que, neste primeiro bloco, o documento pede que se considere atentamente a realidade da juventude concreta, seus valores e potencialidades, seus problemas e situações de vulnerabilidade, as diversas faces dos jovens, assim como a situação deles na Igreja local.

O cardeal reforça que na segunda parte do documento, cujo título é “Os olhos deles se abriram”, contempla-se a reflexão teológica sobre os jovens e o discernimento vocacional que leva a interpretar a realidade com a luz da fé. “Eles são convidados a refazerem, na comunidade, a experiência dos discípulos de Emaús, escutando a Palavra, participando da Eucaristia e da vida comunitária”, explicou.

O título da terceira parte, conforme a passagem de Emaús, é “Partiram sem demora”. “No terceiro momento, somos convidados a agir, procurando discernir, com a ajuda das propostas do Sínodo, os melhores meios para realizar a pastoral juvenil e o discernimento vocacional na Igreja local, com novo ardor missionário”, disse o religioso. O cardeal reforça que para “agir”, sem demora, é necessário definir ações comunitárias na Igreja nos vários níveis, procurando contar com os próprios jovens e, ao mesmo tempo, formar pessoas para o acompanhamento dos jovens e para a animação da pastoral juvenil com a perspectiva vocacional.

Plenária geral do Sínodo 2018. Foto: Vatican News

Após o encerramento da Assembleia Sinodal tem início a fase de recepção da reflexão e das propostas do Sínodo em toda a Igreja, fase que começa com as conferências episcopais de cada país e assembleia das dioceses e igrejas particulares. “O grande desafio é concretizar as indicações pastorais do Sínodo”, reforça dom Sergio.

O testemunho, segundo o presidente da CNBB, foi dado pelo próprio processo vivido pelo Sínodo: aproximar-se dos jovens para escutar, compreender, acolher e valorizar a presença deles em nossas comunidades, para compartilhar com eles a alegria do Evangelho e para ajudá-los a responder ao chamado para seguir a Cristo nas diversas vocações, sendo cristãos nos diversos ambientes da sociedade, principalmente no meio dos jovens”.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando uma nova tradução oficial da Bíblia que servirá de referência para a Igreja no Brasil. Como recomenda o Concílio Vaticano II, a tradução se baseia nos textos originais hebraicos, aramaicos e gregos, cotejados com a Nova Vulgata – a tradução oficial católica.

O projeto teve início em 2007, quando a coordenação de tradução e revisão, composta pelo padre Luís Henrique Eloy e Silva e os padres Ney Brasil Pereira e Johan Konings fizeram a revisão integral conjunta, enquanto os professores padre Cássio Murilo Dias e Paulo Jackson Nóbrega de Souza e a professora Maria de Lourdes Lima colaboraram em algumas partes.

Segundo a coordenação de tradução e revisão da Bíblia da CNBB, o desejo é o de proporcionar aos católicos do Brasil, uma tradução oficial da Bíblia, a ser usada nas futuras publicações oficiais da Igreja no Brasil (lecionários litúrgicos, documentos); e que sirva também de referência para que, sempre quando preciso, se possa encontrar uma tradução segura, reconhecida pelo Magistério não só da Igreja Católica no Brasil, mas do mundo.

“Seguimos de perto a nova tradução que depois do Concílio Vaticano II foi publicada, em latim, para a Igreja Católica inteira, a Nova Vulgata. Ao mesmo tempo levamos em consideração a fluência e a beleza, para que o texto possa entrar facilmente no ouvido e ser guardado no coração como alimento espiritual”, afirmou a coordenação de tradução e revisão da Bíblia da CNBB.

O texto, mais fluido que o existente em outras versões, apresenta-se simples e transparente nas narrativas, conservando toda a riqueza dos textos originais e os ecos da tradição litúrgica e espiritual através dos séculos. De acordo com a equipe de coordenação de tradução e revisão da Bíblia da CNBB essa edição se distingue da anterior, sobretudo pela maior fidelidade aos textos originais segundo as opções adotadas pela Nova Vulgata.

“Ao tomar por modelo a Nova Vulgata, não traduzimos do latim, mas dos textos originais em hebraico, aramaico e grego, segundo os mesmos critérios que tinham sido adotados para a nova tradução latina. Outro distintivo é que o texto inteiro da Bíblia foi retomado pela equipe dos três principais colaboradores, para garantir a homogeneidade da linguagem e do estilo”, afirma a coordenação.

O trabalho que levou 11 anos será oficialmente lançado no dia 21 de novembro durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, na sede provisória, em Brasília (DF). A partir daí estará disponível para venda no site da Editora da CNBB. A Bíblia Sagrada “deseja entrar na memória e no coração, para alimentar a oração, inspirar a meditação e orientar a prática da vida, individualmente e em comunidade, em meio a esta humanidade tão querida por Deus e tão desajeitada no seu caminhar”, diz no trecho introdutório.

A Diocese de Guajará-Mirim  teve a alegria de celebrar no dia 23 de Setembro de 2018 a Ordenação Presbiteral  do até então  Diácono Reginaldo Alves, na sua paróquia de origem São Francisco de Assis em São Francisco do Guaporé/RO.

Os preparativos para o Ordenação Presbiteral  já vinham ocorrendo desde a Ordenação Diaconal no dia 18 de março de 2018, em Guajará Mirim/RO na Catedral e paróquia Nossa Senhora do Seringueiro; quando Dom Benedito Araújo anunciou ao final da missa que o Diácono Reginaldo Alves iria continuar na Paróquia São Francisco de Assis até a sua ordenação presbiteral, devido ao acontecimento de um acidente doméstico do Padre Anilson Domingos o atual Pároco da Paróquia de São Francisco do Guaporé .

A Preparação para missa iniciou-se dia 22 de setembro com a ornamentação da igreja e  a paramentação do material necessário, para o ritual da Ordenação coordenado pelo cerimonialista na pessoa do Pe. Claudemir Ricardo, tendo como ajuda os seminaristas diocesanos. Além da igreja também foi ornamentado o salão  paroquial  com 220 jogos de mesa  podendo assim comportar 880 pessoas sentadas. Nesse dia a paróquia acolheu todos os que vinham de outras cidades nas casas dos paroquianos que se prontificaram a receber  visitas no seio da própria família, entre padres, diáconos, seminaristas,  irmãs, leigos e leigas.

Chegado o grande dia, domingo de manhã; Bispo, padres, diáconos, seminaristas e toda a equipe litúrgica se paramentaram na casa paroquial, em seguida organizado pela Ir. Luciana e demais ajudantes fizeram um corredor humano entre a casa paroquial e a porta da matriz, assim acolhendo mais uma vez o Bispo, presbíteros, diáconos e toda  a equipe litúrgica. iniciava assim a missa de Ordenação Presbiteral de Reginaldo Alves.

Padre Reginaldo Alves

A missa como um todo foi maravilhosa, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Benedito Araújo tendo como concelebrantes todos os padres diocesanos, um padre convidado e três diáconos.

Essa foi a primeira missa de ordenação presbiteral assistida na paróquia, que se fez presente  em peso,  a Igreja estava lotada e não havia espaço aberto nem no corredor central.

Salão Paroquial, onde o almoço foi servido.

Após a missa foram todos convidados para um grande almoço que por sinal estava delicioso, muito bem organizado os pontos de distribuição para o almoço. Um pouco depois do almoço foi feito o sorteio da rifa de um carro ford ka seminovo que pertencia a paróquia. Dom Benedito foi convocado para fazer o sorteio que rapidamente se prontificou, o contemplado foi o paroquiano o Srº  Cadu, que por intermédio de Dom Benedito, Deus o abençoou com um carro na hora certa, pois já estava em Barretos/SP fazendo um tratamento contra o câncer.

Nesse mesmo dia  foram todos convidados a assistirem a primeira missa do Padre Reginaldo em sua comunidade de origem, Sagrado Coração de Jesus, localizada na linha 06 km 16, no horário das 19:00. A missa foi muito bem celebrada e assistida por todos numa quadra poliesportiva ao lado da Igreja, devido a quantidade de pessoas presentes. A família do Neo-Sacerdote se fez na sua maioria presente, os que não puderam ir mandaram mensagens em vídeo. Ao final da missa a família preparou um momento de mensagens e testemunhos em homenagem ao novo padre da família. E logo após um delicioso jantar foi servido.

Primeira Missa na Comunidade Sagrado Coração de Jesus

Após toda essa correria entrei em contato com o Padre Reginaldo e pedi a ele que falasse em poucas palavras sobre sua ordenação. Confira aqui na íntegra:

“Daí graças ao Senhor porque Ele é bom eterna é a sua misericórdia!

Na infinita misericórdia de Deus olhou pra mim, me chamou e pelo ministério confiado a Igreja me consagrou presbítero. A ordenação presbiteral é para mim uma ação de graças de Deus em minha vida, um ministério que é serviço ao povo na caridade pastoral e na fidelidade de vida. Eterna seja a misericórdia de Deus no ministério presbiteral a qual a Igreja me confiou.”

(Pe. Reginaldo Alves)

  Escrito por Adriel Montessi

 

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou na manhã desta quarta-feira, 19, a decisão do papa Francisco em nomear o padre Francisco Lima Soares como bispo da vacante diocese de Carolina, no Estado do Maranhão. A notícia foi publicada no jornal L’Osservatore Romano, às 12 horas de Roma.

Biografia

Natural de Araguatins (TO), Francisco cursou Filosofia na Universidade Estadual do Ceará (UECE). Foi ordenado presbítero em Imperatriz (MA), em 15 de julho de 1990. Em 1998 fez especialização em Filosofia e Modernidade na Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC-Minas). No ano de 1999 foi estudar na França, onde graduou-se em Ciências Sociais e Econômicas pela Universidade Católica de Paris.

Ainda pela França, nos anos de 2001 a 2003 fez mestrado em Sociologia, na mesma Universidade. Em 2004, padre Francisco fez especialização em Mídia e Opinião pela Faculdade de Jornalismo Casper Líbero em São Paulo (SP). Já de 2011 a 2013 cursou doutorado em Ciências da Educação em Assunção, capital do Paraguai. De 2016 a 2018 fez mestrado em Desenvolvimento Regional, em Goiânia (GO).

Trajetória – Em seu ministério sacerdotal, padre Francisco desenvolveu atividades em diversas pastorais e movimentos da diocese de Imperatriz e no regional Nordeste V da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Atuou como pároco, vigário paroquial da paróquia Menino Jesus de Praga; diretor da TV Anajás, afiliada da Rede Vida em Imperatriz; promotor vocacional da diocese; assessor diocesano da Pastoral da Juventude; vice-presidente da Comissão Regional do Clero e presidente da Associação dos Presbíteros do Maranhão.

Atualmente, padre Francisco exercia os postos de administrador da diocese de Imperatriz e pároco da Catedral Nossa Senhora de Fátima. Neste ano de 2018 tinha sido nomeado ainda como membro do Conselho Econômico e Vigário Geral da diocese de Imperatriz.

Saudação

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação ao novo membro do episcopado. O texto é assinado pelo presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha e pelo secretário-geral, dom Leonardo Steiner. Confira, abaixo, a íntegra do texto:

Saudação da CNBB ao P. Francisco Lima Soares

Brasília, 19 de setembro de 2018

Prezado Irmão, P. Francisco Lima Soares.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta alegria com sua nomeação para a Diocese de Carolina (MA), publicada nesta quarta-feira, 19 de setembro. Ao acolher o senhor entre os membros da nossa Conferência, agradecemos ao Papa Francisco pelo contínuo cuidado com as Igrejas Particulares em nosso País.

Considerando o primeiro contato com seu itinerário de formação e de pastoral entendemos que em sua caminhada, particularmente a formação em Filosofia, Ciências Sociais e Econômicas e em Mídia e Opinião, de algum modo, coloca o senhor em linha de compreensão privilegiada a respeito da realidade de vida do nosso povo e o preparou para abraçar a missão que a Igreja lhe confia.

Saudamos a sua chegada com as palavras do Papa Francisco “temos necessidade de Bispos querigmáticos. Homens que tornam acessível aquele ‘por vós’ de que fala são Paulo. Homens que guardam a doutrina não para medir como o mundo vive distante da verdade que ela contém, mas para fascinar o mundo, para o encantar com a beleza do amor, para o seduzir com a oferta da liberdade doada pelo Evangelho”.

Fazemos nossas orações por um ministério cheio de frutos, nos congratulamos com as comunidades da Diocese de Carolina e enviamos ao senhor o nosso abraço fraterno.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Leonardo Steiner
Bispo auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

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